DE MATTEO RICCI À MISSÃO FRANCESA: O ENCONTRO ENTRE OS JESUÍTAS EUROPEUS E O IMPÉRIO DO MEIO (SÉCULOS XVI a XVIII)

Artigo meu sobre os Jesuítas na China.

DE MATTEO RICCI À MISSÃO FRANCESA: O ENCONTRO ENTRE OS JESUÍTAS EUROPEUS E O IMPÉRIO DO MEIO (SÉCULOS XVI a XVIII)

Carmen Lícia Palazzo

Introdução

O presente texto é uma apresentação resumida de nossa pesquisa mais ampla sobre o encontro cultural entre jesuítas europeus com os chineses, em especial com a elite letrada do mandarinato confucionista e alguns imperadores, do século XVI ao XVIII.

O fascínio pela Ásia e as viagens de religiosos e mercadores ao Extremo Oriente, seguindo muitas vezes caminhos que posteriormente foram chamados de Rota da Seda, não era novo no início da chamada Idade Moderna. No período medieval Pian di Carpine, Guilherme de Rubruck, Marco Polo e Odorico de Pordenone não apenas se aventuraram na difícil travessia em direção a territórios distantes mas também deixaram relatos de grande valor histórico e antropológico sobre contatos com chineses, mongóis, tibetanos, uigures outros povos até então pouco conhecidos dos europeus. [Palazzo, 2011]

 A China imperial, porém, nunca se constituiu em terreno fértil para a atividade missionária já que era consciente de sua força, que lançava raízes em tradições milenares e numa eficiente estrutura hierárquica. O poder centralizado na Corte era exercido em toda sua extensão territorial, com a autorização do imperador, pelo mandarinato, elite letrada selecionada através de um rígido sistema de concursos. A solução que os jesuítas encontraram para a aceitação de suas atividades no interior do império foi tanto o aprendizado do idioma quanto a familiarização com os códigos de conduta daquela sociedade. E, como ponto de partida para suas atividades, foi importante a existência do enclave português de Macau, etapa inicial para contatos com os chineses e para o estudo da língua.

Os missionários que tinham como objetivo entrar na China continental faziam de Macau o ponto inicial de seu aprendizado, diferente dos padres que ali se fixavam para atender católicos portugueses e a alguns asiáticos convertidos. Longe de se constituir em um território exclusivamente europeu, Macau era multiétnica. Pequena em extensão, era povoada por chineses, portugueses, malaios, entre muitos outros mercadores e suas famílias. Dentre as diversas comunidades de religiosos católicos que ali se estabeleceram com o objetivo de dar apoio espiritual aos cristãos locais, a mais importante era a dos jesuítas, em “(…) regra geral juízes de paz de Macau e elite letrada nos contatos com as autoridades oficiais da Ásia Oriental.” [Barreto, 2006, p.137] Foi Macau que propiciou aos inacianos o aprendizado inicial sobre a China. Assim, quando a Companhia de Jesus decidiu que enviaria seus missionários para o interior do Império, a península macaense se mostrou um bom ponto de partida para o estudo do idioma e contato com os hábitos chineses [Palazzo, 2014, p. 13-31].

O pioneiro Matteo Ricci.

A entrada de estrangeiros no interior da China era difícil, pois dependia de autorização do imperador. Entre os primeiros missionários jesuítas, destacaram-se os italianos Michele Ruggieri e Matteo Ricci. Ambos teceram excelentes relações com altos funcionários da Corte e, com habilidade, conseguiram permissão para deixar Macau e penetrar no interior do continente, onde estabeleceram missões em mais de uma cidade. [Ducornet, 2010, p. 25; p. 48-52] A parte mais importante da estratégia escolhida pelos inacianos para dar início a um bom relacionamento com os funcionários-mandarins foi o aprendizado da língua, no que Matteo Ricci se destacou [Zhu, 2010, p. 22-25].

Ricci viveu durante 28 anos na China, de 1582 até 1610, quando faleceu em Beijing. Durante muito tempo aguardou autorização imperial que também se fazia necessária para o estabelecimento na capital, o que nem sempre era permitido, mesmo para os que, como ele, já estivessem oficialmente instalados no interior do continente. A autorização foi conseguida somente em 1601 por influência de diversos relacionamentos que o missionário cultivou demonstrando seus conhecimentos e presenteando as autoridades locais com objetos europeus que não eram conhecidos na China.

O pesquisador Zhang Xiping enfatiza o interesse motivado pelo que era considerado “estranho” pelos chineses. Esta curiosidade favorecia os jesuítas pois suscitava diversos encontros com as autoridades, que sempre tomavam a iniciativa de procurá-los:

“Quando os chineses letrados começaram a se aproximar dos missionários, muitos deles o fizeram por curiosidade (…) relógios e prismas triangulares eram mostrados pelos jesuítas e jamais tinham sido vistos [pelos chineses]. Quando Michele Ruggieri e Matteo Ricci chegaram em Zhaoqing, o que atraiu o governador local foi justamente ambos os objetos. Em Nanjing, muitos oficiais e letrados foram visitar Matteo Ricci assim que souberam que ele havia levado coisas estranhas para a cidade.” [Zhang, 2009, p.38]

Em toda a história da missionação na China, fica muito claro que os europeus eram para os chineses o exótico por excelência, o Outro que causava estranhamento. No entanto, no caso dos jesuítas, pelo domínio do idioma e assimilação aos hábitos locais, tratava-se também do Outro que os surpreendia fazendo-se próximo. Com relação a Matteo Ricci, sua excepcional capacidade para o aprendizado da língua permitiu que escrevesse vários textos em chinês, contando provavelmente com o auxílio de mandarins convertidos, com os quais ele se relacionava [Laven, 2001, p. 104-105]. Tal fato, sem dúvida, colaborou para alçá-lo à condição de letrado, honra máxima na sociedade chinesa.

No estudo das relações entre o mandarinato e os inacianos a primeira e uma das mais significativas fontes é o importante texto deixado por Matteo Ricci e intitulado por ele mesmo Della entrata della Compagnia di Giesù e Christianità nella Cina, já quase concluído por ocasião de sua morte, em 1610 [Ricci, 2010]. A ele o padre Nicholas Trigault acrescentou dezenove páginas, traduzindo-o integralmente para o latim e levando para Roma o original e sua tradução. Em seguida, a partir do texto latino, foram realizadas traduções para diversos idiomas, o que ampliou sua divulgação entre leitores europeus, ainda que, de maneira equivocada, sob o nome de Trigault. Este, porém, autenticou o manuscrito em 26 de fevereiro de 1615 como sendo efetivamente de autoria do jesuíta italiano e nunca lhe negou o crédito [Ricci, 2010, p. LVI].

Matteo Ricci foi um observador atento e perspicaz da sociedade chinesa. A formação intelectual dos inacianos capacitava-os para entender o mundo à sua volta, principalmente no caso daqueles que, como ele, tiveram acesso ao qualificado corpo docente do Colégio Romano, posteriormente denominado Universidade Gregoriana.

A imagem dos missionários-mandarins passou a circular na Europa a partir das atividades de Ricci [Kircher:1667] mantendo-se até o século XVIII, mas não isenta de considerações críticas, principalmente por parte dos franciscanos. Em resposta às muitas críticas da época, o padre Alessandro Valignano grande incentivador do estilo de missionação dos jesuítas na China, Visitador da Companhia na Ásia e conhecedor das sociedades orientais, deixou bem claro o que considerava como “calúnias” contra os padres da Companhia de Jesus. De acordo com Valignano:

“(…) quanto ao que diz Frei Martín que vestem-se em trajes de chineses e que não tratam de conversão, é verdade que andam vestidos à maneira de letrados chineses e que trazem as barbas crescidas e também os cabelos até as orelhas (…) isto se fez por ordem minha e pelo parecer de muitas outras pessoas sérias e letradas da Companhia.” [Valignano, 1598/1998: 88]

E, mais adiante:

“(…) entendemos que os Padres, fazendo ofício de homens letrados, teriam mais fácil entrada com todos e poderiam melhor e com mais autoridade divulgar nossa santa lei para os chineses, e não se deve reprender e nem ironizar este método, como faz o frade, a quem parece que toda a religião consiste no hábito, o qual, ainda que seja bom, “não faz o monge”, como se diz nos cânones sagrados.” [Ibid.: 89] 

O frade ao qual Valignano se referia era Martín Loinez de la Ascención, um crítico contundente do trabalho dos inacianos no Oriente. Valignano, porém, destaca em sua Apología que outros franciscanos também deram informações “muito caluniosas e prejudiciais para a nossa Companhia, e bem diferentes e contrárias do que se passa na verdade” [Ibid.: 1]

Ricci, em todos os seus escritos deixa evidente ter demonstrado grande capacidade para apreender as muitas características da cultura chinesa, analisando-as com real interesse. Em uma das passagens escreve: 

“O maior filósofo entre eles é Confúcio que nasceu quinhentos e cinquenta e um anos antes da vinda do Senhor ao mundo e viveu mais de setenta anos de uma boa vida ensinando esta nação com palavras, obras e escritos; de todos é tido e venerado como o mais santo homem que teve o mundo. E, na verdade, naquilo que disse e na sua boa maneira de viver, de acordo com a natureza não é inferior aos nossos antigos filósofos, excedendo a muitos deles.” [Ricci, op.cit.: 28-29]

A saga de Matteo Ricci até sua instalação definitiva em Beijing foi repleta de aventuras, de contatos com funcionários chineses fascinados por aquela exótica figura que falava sua língua e interessava-se por seus comportamentos. Em mais de uma localidade na qual se estabeleceu procurando realizar algumas conversões de chineses para o cristianismo ele amealhou diversos aliados, ainda que as conversões não fossem em número elevado.  Seu pioneirismo abriu caminho para os muitos inacianos que seguiram seus passos.

As Cartas edificantes e curiosas do século XVIII

Entre as muitas informações produzidas pelos jesuítas e difundidas através da Europa no século XVIII estavam as Lettres Édifiantes et Curieuses. Tratava-se de cartas enviadas pelos padres franceses estabelecidos em várias partes do mundo a diversas personalidades com o objetivo de divulgar as atividades da Companhia de Jesus. As referidas cartas foram em seguida publicadas, atingindo um número maior de leitores entre a elite francesa, além de seus destinatários. No caso das cartas que foram escritas a partir da China, mais do que os detalhes das conversões em si, que não eram em tão grande número a ponto de impressionar os europeus, os jesuítas fizeram questão de mostrar a posição de destaque que os inacianos desfrutavam no Império do Meio.

A história da chamada Missão Francesa remonta a 1685, quando o rei Luís XIV enviou para a China um grupo de jesuítas que chegou a Beijing em 1688. Com tal decisão, o monarca ignorava o Padroado português que, ao menos teoricamente, detinha a exclusividade do controle da atividade missionária no Oriente. Embora o sistema de Padroado vinculasse também os missionários na China à coroa lusa, a situação ali era menos rígida. Padres de diversas nacionalidades estavam sempre prestando contas de forma mais direta a Roma e aos seus supervisores do que ao rei de Portugal.

O caso dos jesuítas franceses enviados por Luís XIV era, por sua vez, totalmente excepcional, com independência do reino luso, o que não ocorreu sem fricções. Horácio Peixoto de Araújo faz uma boa análise do sistema do Padroado e suas características na China [Araújo, 2000] e Isabelle e Jean-Louis Vissière apresentam o caso francês, na Introdução ao volume que editaram com as Lettres Édifiantes et Curieuses [Vissière & Vissière, 2001:7-24].

Os jesuítas franceses se constituíam em cientistas de excelente formação e sua escolha foi realizada com o apoio da Academia de Ciências de Paris, que não tinha interesse direto na atividade missionária, mas desejava enviar para diversas partes do mundo pessoas capacitadas para coletar informações visando um amplo trabalho de aperfeiçoamento da cartografia. A ideia de que os padres da Companhia de Jesus seriam os mais indicados para tal função na China devia-se ao fato, já então bem conhecido na Europa, de que eles desfrutavam de boa acolhida na fechada corte imperial, o que não era o caso de outros estrangeiros [Ibid.: 10-11].

A Missão Francesa, no entanto, foi muito além de um simples contato científico e missionário. O imperador Kang’xi, que ocupou o trono entre 1662 e 1722, afeiçoou-se aos inacianos tornando-se um grande admirador de suas atividades, integrando-os durante seu longo reinado ao corpo dos grandes letrados do Império [Spence, 1988].

Das muitas cartas enviadas pelos jesuítas a seus correspondentes europeus, destaca-se a de Jean de Fontaney, escrita em fevereiro de 1703 para o padre de la Chaise, confessor do rei francês Luís XIV. Nela, Fontaney descreve de modo muito positivo as honras que foram proporcionadas ao padre flamengo Ferdinan Verbiest na cerimônia de seu velório, ocorrido anos antes, em 1688. Verbiest, que não fazia parte da Missão Francesa mas que era muito admirado por todos, tinha se destacado como matemático e astrônomo. Fontaney não  trata apenas da chamada missão francesa, mas dá um bom panorama das atividades de diversos jesuítas na corte imperial. Relata também em sua correspondência o papel de mediação exercido pelos padres em um confronto que havia ocorrido entre russos e chineses, em virtude do agressivo expansionismo russo. A atuação dos inacianos como mediadores foi fundamental naquela oportunidade para que se alcançasse a então chamada Paz de Nertchinski. Nela destacou-se a atuação de Thomas Pereyra e Jean-François Gerbillon que estavam a serviço do imperador chinês, partucipando das reuniões entre ambas as nações como intérpretes e conselheiros [Fontaney, 2001, p. 65]. Nesta mesma carta o jesuíta descreve ainda o grande interesse do imperador pelo estudo da matemática e da geometria euclidiana [Ibid.: p. 66] reafirmando, portanto, na Europa, uma imagem muito positiva do soberano chinês, curioso e interessado em aprender, o que era, efetivamente, uma característica de Kang’xi [Spence, op. cit. p. xviii].


Outros missionários franceses mantiveram também uma ativa correspondência com diversas personalidades europeias. O padre Dominique Parrenin, que além de missionário era um cientista consagrado, trocou, entre 1728 e 1740, diversas cartas com Dortous de Mairan, físico e matemático que foi diretor da Academia de Ciências de Paris e depois seu Secretário Perpétuo [Parrenin, 2001, p.180]. Em uma destas cartas o padre discorreu longamente sobre as ciências na China, fazendo análises interessantes sobre o fato dos chineses valorizarem mais a “história das leis e da moral”, o que ocorria em detrimento das “ciências especulativas”, como eram chamadas a geometria e a astronomia [Ibid.: 184].

A situação descrita pelo jesuíta era real e justamente em função dela o trabalho dele e de seus companheiros mostrava-se de grande utilidade para o império. Parrenin, porém, destacou que o relativo atraso no qual se encontravam os chineses no século XVIII em relação às “ciências especulativas” não consistia em nenhuma deficiência mas resultado de uma escolha, já que os concursos para mandarim, que davam acesso às funções de maior prestígio, exigiam principalmente conhecimentos ligados às leis e à moral. De acordo com o padre Parrenin os chineses eram “bem sucedidos em outros assuntos que não demandavam menos gênio e nem menos profundidade do que a astronomia e a geometria”. [Ibid., p.181]

O imperador Qianlong, que reinou de 1735 até 1796, sucedeu Kang’xi e manteve, como era praxe já há muitos anos, diversos jesuítas a seu serviço em Beijing, inclusive padres que eram também artistas e que trabalhavam como pintores oficiais da corte. Alguns deles alcançaram grande destaque, como foi o caso do italiano Giuseppe Castiglione “que fez (…) combinar as artes ocidental e oriental e formar uma nova escola de pintura da China (…)” [Seng, 2002, p. 131]

No entanto os inacianos que, como seus antecessores, continuavam a viver sob a proteção imperial, estavam entre os derradeiros representantes de um rico encontro entre o Ocidente e o Oriente que em breve seria interrompido em função de acirradas discussões sobre as práticas da missionação. As ásperas disputas que ficaram conhecidas como a “querela dos ritos”, motivadas pela intransigência da Santa Sé em aceitar as cerimônias de culto aos ancestrais e de homenagem a Confúcio, fizeram com que os missionários começassem a perder o apoio até mesmo do próprio imperador e a sofrer perseguições de parte da população, já que os rituais que estavam sendo criticados pelo papado representavam a própria essência da milenar cultura chinesa.


Na Europa, recrudesciam também as críticas aos métodos inacianos de aculturação o que, ao menos parcialmente, influenciaria na dissolução da Ordem. Da parte dos jesuítas, já não havia mais uma personalidade forte, batalhadora por suas idéias e prestigiada em Roma, como havia sido o caso de Alessandro Valignano, no século XVI, e que pudesse defender a originalidade de seus métodos de aproximação com as populações locais, visando abrir caminho para a catequese.

Conclusão

Os jesuítas, sem dúvida, sempre tiveram uma pedagogia diferenciada em sua atividade missionária, incluindo um certo grau de abertura para a alteridade e o projeto de, em algumas sociedades, iniciar a missionação pelas classes mais altas e letradas. No caso dos inacianos que estiveram no império chinês entre os séculos XVI e XVIII o caminho foi pavimentado também pelas ideias confucionistas que, longe de desagrada-los, passaram a ser incorporadas, em certa medida, como parte de comportamentos morais que os padres consideravam comuns aos cristãos e aos seguidores de Confúcio.

O bom relacionamento entre os jesuítas e os letrados chineses devia-se não apenas às atitudes dos padres mas também ao mandarinato e, em diversos casos, igualmente a imperadores que viabilizaram verdadeiros encontros de civilizações. As trocas foram materiais, intelectuais e até mesmo afetivas, baseadas em admiração recíproca. Atualmente, diversos nomes de jesuítas são lembrados pelos chineses e os que mais se destacaram estão referenciados em museus importantes que contam a história imperial, como o Antigo Observatório Astronômico de Beijing, cuja exposição permanente rende homenagem aos astrônomos Adam Schall von Bell e Ferdinando Verbiest.

O chamado Cemitério Jesuíta de Beijing, conhecido como Cemitério de Zhalan, que incluímos como fonte material de nossa pesquisa, também é testemunho do apreço e respeito pelos inacianos da parte dos chineses, que ali conservam 63 túmulos com grande zelo. Em sua entrada estão, com destaque, as lápides de Matteo Ricci, Adam Schall von Bell e Ferdinand Verbiest.

Houve, sem dúvida, períodos de muitas tensões entre  chineses e europeus em torno das atividades de catequese, com momentos de perseguições e de incompreensões também da parte dos missionários europeus. Os franciscanos registraram na sua história inúmeros relatos de martírio, ocorridos principalmente no interior.  Os jesuítas, embora em grau bem menor, foram também alvo de ataques, mas quase sempre fora da capital. O foco de nossa pesquisa, porém, é o do intercâmbio entre inacianos e chineses e, dentro de um escopo mais amplo, o da avaliação da influência deste encontro na construção de imagens da China na Europa, imagens estas que se mantiveram positivas por um considerável período de tempo e que podem ser consideradas como parte essencial do fascínio ocidental pelo Oriente.

Referências:

Carmen Lícia Palazzo é doutora em História pela Universidade de Brasília, UnB, pesquisadora convidada do UniCeub, pesquisadora membro do Grupo Videlicet da Universidade Federal da Paraíba e do Grupo de Estudos Persas, da UnB, e foi também pesquisadora convidada da Georgetown University, EUA.

Agradecimentos: ao professor Hirochika Nakamaki do Museu Nacional de Etnologia de Osaka pela generosa disponibilização de fontes importantes para a esta pesquisa e também aos professores Julio Jatobá, em Macau, e Jorge Cardoso Leão, no Rio de Janeiro, que colaboraram com importantes sugestões bibliográficas.

[Todas as traduções de fontes e bibliografia em língua estrangeira no corpo do texto são nossas.]

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Publicado em:

BUENO, André; ESTACHESKI, Dulceli; CREMA, Everton; NETO, José Maria [orgs.] Mais Orientes. Rio de Janeiro/União da Vitória; Edições Sobre Ontens/LAPHIS, 2017., p. 31-45.
ISBN: 978-85-65996-48-8

Disponível em: www.revistasobreontens.site