Os jesuítas na China

Após ter visitado o que hoje se denominam “ruínas do antigo palácio de verão”, em Pequim (sem nenhuma relação com o conhecido Palácio de Verão), pude aprender muito sobre o magnífico trabalho de arquiteto e artista do jesuíta Giuseppe Castiglione que, no século XVIII, foi “funcionário” da Corte Imperial Chinesa.

Tive também a oportunidade de ver uma excepcional exposição, no Museu de Shanghai, sobre Matteo Ricci na China (séc. XVI/XVII), outro jesuíta ainda hoje altamente conceituado entre os chineses. Seguiram-se as visitas ao Cemitério Jesuíta em Pequim, ao antigo Observatório Astronômico, que foi dirigido pelos padres Adam Schall (séc. XVII) e Verbiest (séc. XVII/XVIII) e, atualmente, leio o relato do padre Gabriel de Magalhães (séc. XVII) sobre sua longa estadia no Império chinês.

É uma história que pretendo conhecer mais a fundo e sobre a qual já comecei a pesquisar. Ela se estende do final do século XVI até o século XVIII e é fascinante já que faz parte da história chinesa na medida em que grande parte dos jesuítas foram considerados verdadeiros “scholars”, cientistas, aceitos por boa parte do mandarinato, apesar das muitas intrigas, brigas e disputas que ocorreram tanto na cúpula chinesa quanto com outros missionários.