Cerâmica zoomorfa

Cerâmica em forma de tigre, da dinastia fundada pelos Jurchen, chefes guerreiros da Mandchúria que conquistaram grande parte do território chinês (1115-1234). É uma cerâmica decorada em amarelo e preto, não muito conhecida no Ocidente já que costumamos associar outros tipos de cerâmica e de porcelana às produções chinesas. (Acervo do Museu de Arte de Hog Kong)

Hong Kong e Macau

Viagem a Hong Kong e Macau: um belo programa e mais uma etapa de nossos passeios para conhecer a China. Hong Kong é uma cidade bastante cosmopolita e com uma grande densidade populacional. Mas o que mais me encantou foi Macau. A presença portuguesa na arquitetura e no traçado das ruas é bastante evidente. Os azulejos são magníficos. Numa livraria próxima ao Largo do Senado (cujo nome está escrito assim mesmo, em português) comprei vários livros interessantes e alguns números da revista publicada pela Fundação Oriente. Mas cabe ressaltar que é atualmente muito raro encontrar alguém que fale português em Macau! Só algumas pessoas bem mais velhas e, é claro, aqueles que se encontram envolvidos em atividade acadêmica de pesquisa sobre os encontros culturais.

O Museu Histórico é bastante didático e conta a história não apenas da cidade mas de toda a região do sul da China. E, ao lado do museu, está a ruína, com uma fachada bem preservada, da Igreja jesuíta de São Paulo, imponente, belíssima (na foto abaixo).

Em diversos pontos da China é possível encontrar referência à atividade dos jesuítas. Talvez o fato de que eles convertessem inicialmente membros da elite do império chinês e só depois as outras camadas da população, tenha feito com que sua presença assumisse condições privilegiadas. Não encontrei ainda, em nenhum museu, em nenhum prédio histórico, referências negativas à atividade jesuítica (como é frequente, por exemplo, com relação ao domínio imperialista das grandes potências, especialmente no século XIX). Matteo Ricci, por exemplo, ainda hoje é considerado pelos chineses uma grande personalidade, à altura de Confúcio!

Penso que devo voltar ao texto de Tomé Pires sobre a China, que li há tanto tempo… A Suma Oriental, que data do início da época quinhentista (escrita a partir de 1512), dá muitas informações sobre o sul e sobre o período Ming. Mas por enquanto sigo vendo, vendo tudo o que posso, procurando livros e, o que não consigo evitar, pensando em futuras pesquisas, futuros escritos!!!

Mas, acima de tudo, cada viagem tem sido um novo encantamento.